Que será do exegeta que sobre tal discurso houver de discursar: o senhor e o seu partido não têm credibilidade politica, andaram de pec em pec até se terem de ajoelhar perante os credores. Não tem dignidade politica, não tem honra politica, não tem sensibilidade politica, não tem humildade politica. O exegeta impregnado de Sócrates, Platão, Aristóteles, S. Tomás, S. Agostinho e dai por diante nunca houvera tropeçado em tanto catarpacio estudado numa distinção de virtudes por tal critério: as virtudes politicas versus virtudes da alma. E se não erro no caso narrado nos dilucidará alternativamente: ou se há-de de considerar que tal discurso resulta de que no exercício daquela função não padece o destinatário da virtude predicada, o que implicaria a petitio principii de considerar desde logo que o politico exerce a sua função, por isso, dificilmente defensável; ou se interpreta extensivamente o discurso não lhe cingindo a desvirtude à função e mais acertadamente se considerará de todo que é delas carente, e o difícil seria citar nomes de políticos envolvidos em casos judiciais, tão difícil seria...
- você é um animal politico senhor deputado
e outro bem estudado de bibliografia aristotélica não se fica pedindo ebulido à mesa a defesa da honra
-tenha tento na língua senhor deputado. Devia saber que esta é a casa da democracia, não...não é a casa da sua tia, aí diz o que quer. Agora aqui, de si, como a todos nós, o que se exige é seriedade e elevação no debate politico e não ataques ad hominem que ferem de morte a democracia.
E o exegeta no recato da sua poltrona
- epa que animais
Enquanto o retórico se fazia todo gravata em riste, prenhe de honra reposta
- tenho-o dito senhora presidente
E o que me parece a mim? Bem, a mim parece-me apenas que os excelentíssimos visados levaram a peito e à letra essa coisa da democracia representativa não pretendendo com o expediente retórico ultrapassar a bitola do bonus pater familias. De resto, assim bem como se ao Manel Jaquim o Tó da Burra lhe chamasse animal lavrador não haveria duvida: estava o arraial montado.
O povo algum assoberbado na semana seguinte o Manel Jaquim deputado na assembleia do município. E como isto é sempre a subir, resta ao exegeta perguntar em que data e lugar lhe coube sobre o debate ajuizar, e bem assim os nomes dos respectivos intervenientes, doutos como seria de esperar de filhos de boas gentes. Até porque na aldeia no café central consta que uma palavra muito esquisita fez eclodir uma zaragata por pensar-se vil impropério em língua de outro Império.
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