António, meu paneleiro, onde andas tu a embirrar com a necessidade dos mendigos que não suportavas, onde andas tu a criticar o enxovalho injustificado dos executivos, onde andas tu a desejar acidentes às irritantemente amarelissimas carreiras de Lisboa onde entravas sem pagar, onde andas tu a ser tu António?
Andarás tu a pagar pelo teu feitio? e tamanha a divida agora mendigando ironicamente duas ou três moedas para entregar ao diabo, talvez batendo-as com a palma sobre alguma infernal mesa e:
- Toma, filho da puta!
Continua a irritar-te António, talvez enfades a morte e eu volte a saber de ti.
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