sábado, 22 de setembro de 2012

A vigésima terceira - Os cigarros de mentol


É verdade não é literatura. Dantes era uma canseira sempre a mesma erva seca a dessorar os pulmões percorresse-mos as marcas que percorresse-mos agora um clic na bolinha do filtro e zás lá vamos nós para as florestas frescas dos sítios onde cresce menta que não me interessa saber onde já que agora no meu filtro. E o médico
- Algum vício? Álcool, tabaquito?
- Menta. Minto, tabaquito
-Pois é, isso é que não lhe faz bem nenhum
E ainda questionei
- e se for de menta
Na esperança que ainda não tivessem tempo de analisar a invenção do novo século. E depois já a divagação tonta das analogias: para quando os cigarros tutti-frutti, os de morango e ananás, os de bacalhau, se nos gelados também podem porque não no tabaco. De modo que lá vou eu clicando se uma miúda gira passa como quem diz
-olhem para mim que sou moderno a fumar cigarros de outra dimensão.

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